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DIAS DAS CRIANÇAS: uma data além do presente

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A comemoração do Dia das Crianças tem uma origem que reflete preocupações sociais e políticas com a infância ao longo da história. A ideia de uma data voltada para celebrar e proteger os direitos das crianças surgiu no início do século XX, quando os direitos das crianças começaram a ser amplamente discutidos em fóruns internacionais. Origem Internacional A primeira proposta oficial para uma data em que se comemorasse o Dia das Crianças foi apresentada em 1924, pela Federação Democrática Internacional das Mulheres. No entanto, foi em 1954 que a Assembleia Geral da ONU sugeriu que cada país instituísse uma data para promover o bem-estar das crianças e fortalecer os laços de fraternidade entre elas. A ONU indicou o dia 20 de novembro como o Dia Universal da Criança, em referência à adoção da Declaração dos Direitos da Criança (1959) e, mais tarde, à Convenção sobre os Direitos da Criança (1989). A intenção original era ir além das celebrações, voltando-se à conscientização sobre os direit...

INTERGENERICIDADE: O QUE É ISSO?

  A intergenericidade, no contexto dos estudos linguísticos e literários, refere-se à interação e fusão entre diferentes gêneros discursivos em um único texto ou anunciado. Esse conceito pode ser ampliado e compreendido a partir das teorias de Mikhail Bakhtin e Luiz Antônio Marcuschi, dois importantes estudiosos da linguagem que abordam, cada um à sua maneira, a relação entre gêneros e o uso da língua. Mikhail Bakhtin e a polifonia dos gêneros discursivos Mikhail Bakhtin, filósofo russo, é conhecido por seu trabalho sobre os gêneros discursivos e o conceito de dialogismo, que destaca o caráter interativo e relacional da linguagem. Para Bakhtin, a linguagem nunca é neutra; ela sempre carrega as marcas dos contextos sociais e das vozes que a utilizam. Os gêneros discursivos são formas relativamente estáveis de anunciados que se moldam a partir das práticas sociais e das necessidades comunicativas de diferentes esferas. No que se refere à intergenericidade, Bakhtin contribui com o con...

O QUE SÃO GÊNEROS TEXTUAIS?

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Os gêneros textuais são formas de comunicação que utilizamos em nosso cotidiano para organizar e expressar nossas ideias e interações. Eles se adaptaram ao contexto em que são empregados e servem para propósitos diversos, como informar, persuadir, entreter ou instruir. São moldados culturalmente e evoluem conforme as necessidades e práticas sociais mudam. Gêneros narrativos Os gêneros narrativos, como contos, novelas, crônicas e romances, têm como principal característica a narração de uma história, que pode ser fictícia ou real. Eles geralmente envolvem personagens, cenários e enredos que se desenvolvem ao longo do texto. Quem nunca se pegou imerso em um bom livro, acompanhando as aventuras e os desafios dos protagonistas? Gêneros argumentativos Já os gêneros argumentativos, como artigos de opinião, ensaios e editoriais, são construídos para defender um ponto de vista. Eles têm como objetivo convencer o leitor sobre determinada ideia ou opinião, utilizando argumentos sólidos e dados p...

REPORTAGEM: QUE BICHO É ESSE?

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Fazer uma reportagem jornalística é como contar uma história que precisa ser não só interessante, mas também verdadeira e bem estruturada. Cada detalhe importa, e o processo exige atenção tanto ao conteúdo quanto à forma de apresentá-lo. Vamos explorar como criar uma reportagem envolvente e informativa, considerando aspectos essenciais como o lead, o desenvolvimento, a conclusão, além da importância da linguagem, coerência, coesão, e as fontes de informação. 1. Estrutura da Reportagem Lead: O lead é o coração da sua reportagem. É ali que o leitor decide se vai continuar ou não a leitura. No primeiro parágrafo, você precisa oferecer as informações essenciais, como quem, o quê, quando, onde e por quê. Pense no lead como uma porta de entrada para a história; ela precisa ser clara e convidativa. O leitor deve entender logo de cara o que está em jogo, e sentir vontade de continuar descobrindo mais. Por exemplo, se sua reportagem é sobre uma nova política de preservação ambiental, o lead pod...

Ler e Compreender: Os Sentidos do Texto

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"Ler e Compreender: Os Sentidos do Texto" de Ingedore Grunfeld Villaça Koch é uma obra que convida o leitor a refletir sobre o ato de ler de maneira mais profunda, abordando como construímos sentidos a partir dos textos que encontramos no dia a dia. A autora não trata a leitura apenas como uma atividade mecânica, mas como uma interação viva entre o texto e o leitor, em que ambos desempenham papéis ativos na criação de significados. Leitura como um Diálogo Vivo Desde o início, Koch nos faz perceber que ler é mais do que decodificar palavras: é entrar em um diálogo com o texto. O leitor traz suas experiências, conhecimentos e emoções para essa relação, e o texto, por sua vez, oferece pistas, sugerindo ideias, mas nunca entregando tudo de forma explícita. O livro nos lembra de que essa construção de sentidos é uma jornada de mão dupla, em que o que lemos ganha forma conforme vamos trazendo nossa bagagem pessoal e cultural. O Papel do Contexto Um dos pilares da obra é o conceito...

Após Hezbollah lançar mais de 100 foguetes ao norte Israelense, Israel faz ataque "direcionado" a Beirute.

  A milícia libanesa Hezbollah fez nesta manhã, 20, um ataque com mais de 100 foguetes ao norte de Israel. Em contra-ataque, o Exército israelense realizou um ataque direcionado à capital do Líbano, Beirute. O objetivo do ataque de Israel era matar o comandante de operações da milícia libanesa Ibrahim Aqil.

HISTÓRIA DO JORNALISMO BRASILEIRO: o papel da imprensa como agente de mudanças

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A história do jornalismo no Brasil é profundamente ligada à sua evolução política, social e cultural. Em muitos momentos, a imprensa foi tanto um reflexo quanto um agente de mudança no país. Se olharmos com atenção, veremos que essa trajetória envolve não só a tecnologia e as formas de comunicar, mas também lutas por liberdade, resistências ao autoritarismo, e o papel essencial de jornalistas como verdadeiros contadores de histórias, que registraram os tempos de glória e dor do Brasil. Os Primeiros Passos (1500-1822) Quando o Brasil ainda era uma colônia portuguesa, a ideia de uma imprensa livre sequer existia. Durante séculos, as autoridades portuguesas proibiram qualquer publicação no território, temendo que o conhecimento espalhasse ideias libertárias. Nessa época, as informações circulavam lentamente, trazidas de fora e controladas pela elite colonial. Tudo começou a mudar em 1808, com a chegada da família real ao Brasil. Foi nesse contexto que surgiram os primeiros jornais, como a...